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Consistência para um Design System multiplataforma

Refatoração e governança para alinhar componentes entre web, Android e iOS

O Design System já existia e atendia experiências multiplataforma, mas esbarrava em dois problemas recorrentes: A biblioteca era difícil de manter e usar no dia a dia, o que levava designers a criar mais soluções pontuais do que sustentar o sistema. Ao mesmo tempo, o que estava no Figma nem sempre chegava aos produtos: estados diferentes, nomenclaturas inconsistentes e estruturas difíceis de manter e escalar.

O trabalho foi tornar esse sistema mais funcional e confiável: refatorar o que já existia, entender o que precisava ser corrigido e deixar uma base mais clara para quem fosse mantê-la depois.

Processo

Para cada componente priorizado, comecei auditando lado a lado o que estava disponível no Figma e em produção. A análise considerava tanto a aparência quanto a estrutura do componente: properties, nomenclatura, estados, responsividade, tokens, comportamentos e interações.

As diferentes plataformas eram comparadas quando necessário para separar inconsistências das diferenças que precisam ser preservadas. A partir dos achados, cada componente passava por refatoração, preservando o que já funcionava e simplificando para manutenção.

Em paralelo, trabalhei a operação do Design System: reorganização das bibliotecas, handoff, template de documentação, versionamento e changelog. IA apoiou a elaboração das documentações, a definição de critérios e testes de comportamentos difíceis de avaliar apenas pelo Figma, especialmente quando a produção ainda não contemplava tudo o que era esperado.

Desafios

Corrigir estrutura sem redesenhar

Mudanças maiores e revisão das foundations estavam fora do escopo. A refatoração precisava resolver sem redesign, mesmo com uma taxonomia de tokens pouco previsível e com redundâncias que tornavam algumas decisões mais difíceis.

Nem tudo precisava ser feito

O planejamento estava robusto, mas o andamento do projeto mostrou que parte não precisava acontecer naquele momento. Conduzi a revisão com o cliente para concentrar o escopo no que fazia mais sentido para a operação.

Do Figma à prod, mais perguntas que respostas

Alguns cenários ainda tinham representação bastante embrionária nas bibliotecas. Trabalhei com o cliente para definir um ponto de partida quando era cabível.

Onde chegamos

Biblioteca mais próxima do uso real

Os componentes priorizados passaram a refletir melhor os estados, comportamentos e necessidades encontrados nos produtos em produção.

Critério para decidir o que padronizar

Defini uma estratégia Native-first vs DS-first para orientar quando valia a pena criar um padrão próprio e quando fazia sentido respeitar o comportamento nativo de cada plataforma.

Direção para as próximas evoluções

Além do escopo entregue, ficaram mapeados critérios, oportunidades e frentes de evolução para orientar os próximos desdobramentos do DS.

Espiar o próximo

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